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2017-11-07

As ondas estão de volta à Nazaré. É altura de ir ver o Canhão

As ondas estão de volta à Nazaré. É altura de ir ver o Canhão

Uma onda que é um canhão, um canhão que forma ondas gigantes. Não é fácil de perceber, mas fomos lá e aprendemos imensas coisas. Basicamente, e em linguagem de leigos, ao largo da Nazaré, no Oceano Atlântico, há umas montanhas debaixo do mar e no meio delas há uns fiordes gigantescos onde se formam correntes que, por sua vez, provocam ondas gigantes. E é isso que é o famoso Canhão da Nazaré, onde o grande Garrett McNamara surfou a maior onda de que há memória e assim entrou directamente para o Guiness. Isso foi há uns seis anos, em 2011, e desde então os profissionais do surf descobriram o caminho para a Nazaré, uma vila piscatória na nossa Costa da Prata, que desde o século XIX era procurada pelos portugueses a banhos no Verão, mas que é agora um verdadeiro paraíso dos surfistas. E eles por lá andam quase sempre, a apanhar ondas e à espera da onda da sua vida. 
Este ano está aberta desde meados de Outubro a “época da onda”. Como nunca se sabe quando é que o estado do mar é o ideal, há uma app para os interessados instalarem, receberem os avisos e tratarem de rumar à Nazaré quando chegar o dia. 
Com os surfistas vieram cada vez mais turistas e a vila está cheia de vida, mesmo agora, neste Outono solarengo. Passámos lá um fim-de-semana muito bom em que fomos ver as ondas, subimos pelo ascensor – uma preciosidade do século XIX – e fomos conhecer o “Sítio”, onde, conta a lenda, D. Fuas Roupinho invocou a Virgem de Nazaré e assim se salvou de cair dos penhascos quando o cavalo que montava corria desenfreado atrás de um veado. Milagres à parte, a vista que de ali se tem é verdadeiramente deslumbrante e o “Sítio” é um belo ponto de partida para um passeio a pé até ao Forte de São Miguel Arcanjo, o melhor local para ver as ondas do Canhão da Nazaré e onde estão em exposição as pranchas de alguns dos grandes surfistas que já por ali andaram. A vila também merece um passeio pela marginal muito bonita junto à praia onde chegam os barcos da pesca e as senhoras, com as suas saias de outros tempos - as tais que são sete, lembram-se? - esperam por eles.
É um passeio fantástico, a pouco mais de uma hora de Lisboa e quem sabe se não têm sorte e vão em dia de ondas gigantes. 
 

Idades:  6-8 anos, 9-12 anos, Mais de 12 anos

Sítio:  Nazaré

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